sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Prelúdio

Uma ponte,
mesmo que vulnerável a cair nas águas,
mas que leve a outro lado do rio.
Uma carona,
na desconhecida e rústica Veraneio,
que se move pela estrada empoeirada.
Um cantinho na jangada,
que se aventura no mar.
Um espacinho,
na carroceria insegura de um caminhão,
nas chacoalhadas intermitentes de um carro de boi.
Um assento,
fragilmente selado,
no lombo de um burro.
Um passaporte,
só de ida, no horizonte desconhecido.
Uma coruja,
com asas benevolentes,
capaz de guiar pela escuridão da noite.
Uma gaivota, que sobrevoe o infinito do mar.
Um peixe, que leve pelas profundezas dos oceanos,
nos distantes redutos abissais.
Num grande desejo de partir,
o coração se apega à mínima possibilidade de fuga.
Rusticidade na origem...
Precariedade do transporte:
o meio de saída pode ser irrelevante.
Incertezas sobre as estações de parada,
no trem que percorre o caminho da ilusão.
Bem mais que planejamentos,
estruturas e formalidades para a tomada de decisões:
a vida exige é vontade, perseverança, coragem.
Tudo isso concomitante à fé.
O suporte e as condições de saída são somente uma etapa para a longa estrada de incertezas.

Divagações

Há um sentimento vagando por aí... Verbalizado nos mais extrovertidos. Ofuscado de distintas formas,  sobretudo nos âmagos mais fechado...